18 de setembro de 2012

9º ano / 3º bimestre – AULA 4 “Populismo e Ditadura no Brasil”




Estamos de volta amigos, última aula do bimestre!!!!

Na última aula falamos sobre o mundo de 1945 a 1989, período que ficou conhecido como Guerra Fria. Nesta aula falaremos sobre o Brasil de 1945 a 1985 quando Vargas saiu do poder e a partir de 1964 passamos a ser governados por militares. Preparem-se!

Quando a Segunda Guerra Mundial acabou, em 1945, o governo de Vargas (que tinha começado em 1930) estava bem desgastado, principalmente porque as elites brasileiras já estavam cansadas de todos aqueles benefícios dados aos trabalhadores (populismo) e dos cortes com as grandes importadoras. Vargas acabou renunciando mas não se afastou da política: nas eleições daquele ano ele apoiou um candidato, Dutra, que passou a governar o Brasil em 1946.

Dutra aprovou uma nova constituição (conjunto de leis) que permitia eleições a cada 5 anos. Também mandou fechar o Partido Comunista no Brasil, por conta da Guerra Fria e do apoio obtido dos EUA, como empréstimos. E finalmente, liberou as importações como as elites tanto queriam. O problema é que a partir dessas atitudes, nosso país passou a enfrentar uma inflação fortíssima, que só piorou ao longo dos anos.

Nas eleições de 1950 advinha quem foi eleito? Vargas, vocês acreditam? Daí ele fez o que quis, afinal, estava de volta ao poder ‘nos braços do povo’, como ele mesmo disse em relação às eleições. Populista como sempre, trouxe mais benefícios para os trabalhadores, e continuou investindo no crescimento industrial. Mas desta vez, queria fortalecer a indústria brasileira. Cheio de idéias nacionalistas, rompeu com os EUA, desenvolvendo empresas estatais (do governo) como a Petrobrás e a Eletrobrás. O problemas é que a galera da grana não estava gostando nada dessa história. Se aproveitando da inflação que só aumentava, as elites brasileiras que queriam voltar a comercializar com os EUA se uniram às Forças Armadas (exército, marinha e aeronáutica) para dar um golpe e tirar Vargas do poder. Mas ele foi mais rápido: em 1954 se matou com um tiro no peito, pressionado pelos ‘inimigos’ e impedindo o golpe. Deixou uma carta antes de morrer na qual justificava sua atitude drástica, e o povo brasileiro lamentou...

O vice de Vargas, Café Filho, assumiu o governo até as próximas eleições, em 1955, quando foi eleito Juscelino Kubitschek. Juscelino ficou conhecido por ser um homem moderno, prometendo fazer o Brasil crescer durante seus mandato de 5 anos o equivalente a 50 anos. Realmente durante seu governo o Brasil aumentou o número de indústrias, trocou as ferrovias por rodovias (o que era considerado muito moderno na época), ganhou uma nova capital: a cidade de Brasília, construída especialmente para este fim... Mas nos enfiamos em uma dívida altíssima... Tudo bem...

Nas próximas eleições quem venceu foi o excêntrico Jânio Quadros, em 1961. Com medidas estranhas, como a proibição do uso de biquinis nas praias, Jânio tentou seguir o modelo getulista rompendo com empresas privadas brasileiras. Com o lema “Varre, varre vassourinha” prometeu acabar com a corrupção no Brasil, mas... Mexeu onde não devia: diante da pressão das elites com quem havia criado algumas inimizades, em agosto de 1961 (lembrando que ele assumiu em janeiro de 1961) renunciou ao cargo de presidente do Brasil (crente que o povo iria implorar sua permanência...). Ninguém comentou o fato, e o vice dele, João Goulart, assumiu o governo.

Com o mesmo posicionamento em relação às empresas privadas brasileiras, João Goulart passou a ser visto também como uma ameaça. Boatos de que ele era comunista se espalharam por todo o país, principalmente depois que ele visitou a China (que era comunista como vocês viram na aula passada em Revolução Chinesa). Imagina a cena: o cara rompe com as empresas, rompe com os EUA e ainda vai pra China – é comunista! Salve-se quem puder: nessa época todo o mundo achava que os comunistas eram ‘do mal’ e comiam criancinhas (por causa da propaganda dos EUA), e no Brasil a sociedade achava que estava correndo sérios riscos com o governo de Goulart. Foi assim que em 31 de março de 1964 os militares brasileiros assumiram o governo afirmando que estavam protegendo a nação do comunismo e e da inflação.

O governo dos militares era assim: tinham eleições mas só militares poderiam votar e serem votados. Chamamos isso de ditadura porque a população não podia participar da política nem do governo. Não podia nem reclamar. Os militares diziam que a situação era provisória, mas o governo deles durou até 1985. Durante todo esse tempo eles governavam como queriam, e aprovavam leis, chamadas de Atos Institucionais para ‘organizar’ a sociedade. O Ato Institucional n° 5, por exemplo, dava plenos poderes ao presidente da república – podia prender, exilar e intervir em qualquer um e em qualquer lugar.

Quem protestava era preso, torturado e exilado (mandado para fora do país), e muitas pessoas simplesmente desapareceram nessa época. Muitos dos nossos políticos atuais passaram por esse período protestando e lutando pela volta da democracia e da participação política, como por exemplo a nossa presidenta Dilma Roussef e o nosso ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.

No 4º bimestre estudaremos como esse período acabou... Espero vocês!!!

9º ano / 3º bimestre – AULA 2 “Guerra Fria”




Olá queridos!

Na última aula vimos um pouco do Brasil até 1945. Nesta aula veremos um pouco do que estava acontecendo no mundo depois desta data, ou seja: quando acabou a Segunda Guerra Mundial.

Com o fim da Guerra, os países aliados (vencedores) se reuniram e decidiram dividir o mundo em zonas de influência, para evitar um novo conflito. A Alemanha, considerada a causadora da guerra, teve seu território dividido entre os 4 países aliados. O problema é que esses países não concordavam muito com relação ao jeito de cuidar da economia. Enquanto a França, a Inglaterra e os EUA defendiam o CAPITALISMO (concentração de riquezas), a URSS defendia o SOCIALISMO (distribuição das riquezas). Na Alemanha a desavença foi tão grande, que em 1962 foi construído um muro dividindo a cidade de Berlim (capital da Alemanha): do lado Ocidental adotou-se o capitalismo e do lado Oriental adotou-se o socialismo. Em todo o mundo os países passaram a ter que decidir entre essas duas correntes econômicas (na próxima aula veremos que isso deu guerra em vários territórios, como no Vietnã, na China e em Cuba, por exemplo). Isso deu origem a um novo conflito, que ficou conhecido como Guerra Fria.

A Guerra Fria recebeu esse nome porque não houve um confronto armado entre esses países, mas as ameaças eram assustadoras! Quase que o mundo acaba mesmo...

De um lado, a OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte, criada em 1949) se preparava para combater os soviéticos, e de outro o Pacto de Varsóvia (criado em 1955) se preparava militarmente também para combater os capitalistas. Esse preparo militar promoveu o desenvolvimento de muitas armas, muito mais poderosas que as bombas atômicas. Em 1962, por exemplo, aconteceu um episódio que ficou conhecido como crise dos mísseis: os EUA instalaram mísseis de longo alcance na Turquia direcionados para a União Soviética; em contrapartida a URSS instalou mísseis em Cuba, direcionados para os EUA. No mundo inteiro as pessoas ficaram atemorizadas: se os mísseis fossem acionados talvez não estivéssemos aqui hoje...

A ONU (Organização das Nações Unidas, criada em 1945) conseguiu pacificar a situação, mas as ameaças continuaram de maneira velada (disfarçada) através da propaganda e da corrida espacial.

A corrida espacial foi a disputa entre EUA e URSS para ver quem tinha mais tecnologia para explorar o espaço (universo). Por que isso? Vamos refletir: se eu tenho tecnologia para construir um foguete capaz de sair do planeta, imagina o poder que os meus mísseis têm?  Então, quem deu início à corrida foi a URSS que em 1957 conseguiu enviar o primeiro ser vivo para fora do planeta – a cadela Laika, que voltou vivinha da silva. Em 1961 a URSS seguia na frente: conseguiu enviar o primeiro ser humano para fora do planeta: o astronauta Yuri Gagarin. Mas em 1969 os EUA deram um golpe fatal: além de enviar um ser humano para fora do planeta, ainda fizeram esse ser humano pisar na lua. Neil Armstrong foi o primeiro homem a pisar na lua, oficializando a vitória dos EUA sobre a URSS. Mas até hoje ainda tem gente que duvida que esse fato tenha acontecido... Será?

Em relação à propaganda, os dois governos (EUA e URSS) tentavam promover seus estilos de vida, principalmente os EUA que investia em empréstimos para países ‘amigos’ (como o Brasil!), divulgava produtos inovadores na tentativa de ganhar consumidores (Mc Donald’s e Coca-Cola), produzia filmes exaltando características estadunidenses, e, assim como a União Soviética, se aproveitava de eventos coletivos, como as Olimpíadas, para promover o próprio país.

Mas em todo o mundo, as pessoas começaram a refletir sobre esse conflito e ver o que estava por trás de tudo isso. Esse é o assunto da nossa próxima aula.... Até lá!

8º ano / 3º bimestre – AULA 4 “Expansão Territorial dos EUA”




E aí, galera: última aula do bimestre!!!!!!!!

Enquanto o Brasil passava de D. Pedro I para os Regentes e para D. Pedro II, enquanto a Europa estava cheia de idéias inovadoras e desenvolvimento industrial, os EUA estava em busca de ampliar o território e se desenvolver para dominar o mundo!

No início do ano estudamos que os EUA eram uma colônia da Inglaterra, e o território deles eram só uma ‘tripinha’ no litoral do Oceano Atlântico com 13 colônias. Depois da independência (já estudamos isso também), eles começaram a se organizar e ficaram ‘safadinhos’: invadiram território que nem eram deles!!!! Coitado do México, que perdeu várias terras pra eles...

Essa conquista de território foi em direção ao Oeste das primeiras 13 colônias, e todo mundo incentivava os mais jovens a invadir o território conhecido na época como Oeste Distante em busca de uma vida melhor para suas famílias e para o país. Esses jovens eram pequenos fazendeiros, e à medida que iam conquistando o oeste destruíam tudo o que viam pela frente, como as florestas e os índios que moravam lá.

Parece cruel, né... Mas pra não parecer tão ‘do mal’ assim, os estadunidenses faziam uma forte propaganda: diziam que os índios eram os vilões e estavam impedindo o desenvolvimento do país; diziam que os COWBOYS (garoto das vacas = vaqueiros = jovens que iam para o oeste) eram os mocinhos e estavam em busca de um sonho; e digo mais: depois de um tempo surgiram até filmes defendendo essa idéia! Esses filmes ficaram conhecidos como WESTERNS (do oeste) ou filmes de FAROESTE (Far West = Oeste Distante).

Enquanto no Oeste havia pequenos fazendeiros com suas famílias, nas colônias do sul dos EUA havia grandes fazendas, com escravos e tudo (como no Brasil!). Mas nas colônias do norte ninguém queria saber de escravos, porque eles estavam investindo em indústria (como na Europa). O que uma coisa tem a ver com outra?

Escravo tem salário? Não. Se eu colocar escravos para trabalhar nas indústrias e nas fábricas, quem é que vai comprar esses produtos? Então é melhor ter trabalhadores assalariados que gastem o pequeno salário em produtos que eles mesmo fabricam: assim o lucro fica concentrado nas mãos dos donos das fábricas (olha o CAPITALISMO aí, gente!).

Em 1860 foi eleito para presidente dos EUA um cara chamado Abraham Lincoln, que era do norte. Primeira coisa que ele fez: decretou a libertação dos escravos de todo o país. Que bonzinho, né...

A galera do sul ficou indignada, porque eles não queriam libertar seus escravos. Quem ia trabalhar nas fazendas?

Esse pessoal do sul resolveu então pedir a separação dos estados do norte para formar outro país. Os estados do norte não aceitaram e invadiram os estados do sul. Começa uma guerra civil (guerra entre pessoas do mesmo país) que ficou conhecida como GUERRA DE SECESSÃO (a palavra secessão significa separação = o sul queria se separar do norte).

Quem venceu essa guerra, em 1865, foram os estados do norte: escravos foram libertados e os EUA passaram a investir na industrialização. O país se desenvolveu tanto que mais tarde se tornou a maior potência do mundo, como é até hoje. Por enquanto, né...

No próximo bimestre vamos ver como ficou o Brasil durante o governo de D. Pedro II e o mundo depois de todas essas mudanças na Europa e nos Estados Unidos. Até lá!

17 de setembro de 2012

6º ano/3º bimestre - AULA 4 "Roma - parte 2"


Continuando...

Com o prestígio que os militares passaram a ter, ele passaram a ter cada vez mais poder político e finalmente substituíram os Cônsules. Quando os Cônsules governavam Roma, dizemos que era uma REPÚBLICA, porque havia uma eleição para escolher quem seria o próximo Cônsul (como no Brasil hoje: fazemos eleições para saber quem vai nos governar). Quando os militares começaram a governar Roma, ela passou a ser um IMPÉRIO: os líderes não eram escolhidos por eleição, e o grande objetivo deles eram ampliar o território por meio  de conquistas (guerras).

Dentre as principais conquistas do início do império estão as Guerra Púnicas: que foram guerras contra os CARTAGINESES (moradores da cidade de Cartago, no norte da África que eram chamados de púnicos pelos romanos). A cidade de Cartgago foi dominada, e a partir daí as conquistas só aumentavam. Até a sociedade mudou...

Surgiu na sociedade romana um grupo conhecido por NOBILITAS, formado por patrícios e por plebeus que conseguiram enriquecer (esse grupo dará origem aos NOBRES no próximo bimestre); surgiu também o grupo dos CAVALEIROS, formado por cobradores de impostos e funcionários públicos que tinham condições de comprar e cuidar de um cavalo para participar da guerra; e é claro, o grupo que permaneceu firme e que só aumentou de tamanho: os ESCRAVOS – quanto mais guerra, mais prisioneiros de guerra, ou seja: mais escravos. No 4º bimestre veremos que isso se tornou um problema para os romanos...

Com o crescimento do império, vários problemas começaram a aparecer, veremos isso no 4º bimestre, mas já dá pra adiantar: muitos pobres começaram a passar fome, a quantidade de escravos se tornava insustentável, nas fronteiras do império começaram a acontecer invasões de outros povos...

Mas quem governava tudo isso? Os militares? Mas quais? Bom, assim que os militares passaram a ter mais prestígio, os generais do exército passaram a sugerir a substituição dos cônsules por eles mesmo. A princípio, Roma passou a ser governada por 3 generais, chamamos isso de TRIUNVIRATO. Mas esse governo não deu muito certo. Um dos generais, Crasso, morreu e então os outros dois, Júlio César e Pompeu passaram a guerrear por poder. Júlio César venceu e até governou por um tempo, mas acabou sendo assassinado também. Formou-se então o 2º Triunvirato, que também não deu certo. Os generais Marco Antônio, Otávio e Lépido também passaram a guerrear por poder. Quem venceu essa parada foi Otávio, que passou a ser chamado de AUGUSTO, palavra que significa ‘acima de todos’.

A partir de então, Roma passou a ser governada por uma cara só, e o governo era hereditário: quando Otávio morresse era alguém da família que deveria assumir o comando.

Durante o governo de Otávio, Roma passou por um período conhecido por PAX ROMANA, por causa da paz que se instalou no império. Na verdade era uma paz meio falsa porque Otávio era muito esperto: para evitar revoltas e confusões ele tentava agradar a galera deixando cada um com seus deuses, incentivando a arte e a cultura como a poesia e a literatura, além de financiar espetáculos públicos, que geralmente eram teatro, competições ou lutas entre escravos (gladiadores). Durante os espetáculos, era distribuído pão para os espectadores, o que deixava todo mundo feliz e evitava protestos contra o governo. Esse jeito de governar ficou conhecido como ‘pão e circo’: comida e diversão.

No 4º bimestre veremos que essa política do pão e circo não durou muito tempo, e o Império Romano entrará em uma crise terrível... Aguarde!

* Curiosidade: as 7 maravilhas do mundo antigo são as 7 construções escolhidas como mais lindas daquele período. Onde elas ficavam? Dentro do território do Império Romano, claro!

6º ano/3º bimestre - AULA 3 "Roma - PARTE 1"


E aí, minha gente!

Nesta aula vamos ver o surgimento de um Império maior que o Império de Alexandre: o Império Romano!

Mas o Império Romano não era grande desde sempre, né... No começo, Roma era uma cidadezinha de nada. Tem até uma história lendária (que ninguém sabe se é mesmo verdade) sobre o surgimento e a fundação da cidade de Roma (TAREFA pra vocês: pesquisar essa lenda).

O fato é que na região da Península Itálica, onde fica a cidade de Roma, tinha um monte de gente morando, como na Grécia lembra? Tinha um povo chamado ETRUSCOS, que viviam de comércio e navegações; tinham os povos itálicos, como os latinos e os sabinos, que viviam de pastorear e caçar; tinham os gregos, na verdade colônias gregas; e ainda a galera do norte da África, de uma cidade chamada Cartago.

Depois de um tempo, os etruscos passaram a dominar a região e se organizaram como um reino. Chamamos esse tipo de governo de MONARQUIA, porque é só uma pessoa que manda. Na sociedade dos estruscos tinha os PATRÍCIOS, que eram a galera da grana descendentes dos fundadores de Roma e os únicos que podiam fazer parte do exército; tinha também os PLEBEUS, que era o pessoal mais pobre que vivia de agricultura e artesanato; tinham os CLIENTES, que eram pessoas cuidadas pelos patrícios – como se fosse uma adoção mesmo (escravos libertos, estrangeiros, filhos ilegítimos); e é claro, tinha os ESCRAVOS que eram os prisioneiros de guerra ou os endividados.

Com o passar do tempo, os patrícios, que faziam parte de um grupo que ajudava o rei a governar chamado SENADO, começaram a deixar os plebeus entrar no exército para poder ampliar o território e ter mais lucro com o comércio. Esses plebeus começaram a ganhar força, e os etruscos enfraquecidos acabaram deixando o poder. Roma passou a ser governada por CÔNSULES: pessoas escolhidas pela galera e que governavam com a ajuda de ASSEMBLÉIAS (grupos de representantes da sociedade). Existiam várias assembléias: a das tribos, das centúrias e é claro: dos plebeus.

Mais uma vez o tempo passou, e Roma estava cada vez organizada. O território aumentou com as guerras e a galera do exército era adorada pela população. Todo mundo curtia os militares! Esses militares começaram a ganhar forma e....

Na próxima aula eu conto!!!!!!

6º ano - AULA 2 "Grécia - parte 2"

Olá queridos!

Então, continuando a falar sobre os gregos: vamos só dar uma polida sobre já vimos na outra aula.

Quando Alexandre (da Macedônia) dominou os gregos, o império dele cresceu muito. E ele se aproveitou do conhecimento dos gregos para organizar seu território. Esse aproveitamento ficou conhecido como HELENISMO: todo mundo passou a falar grego, passou a respeitar os deuses e a mitologia grega também. Mas como era esse jeito de viver na Grécia?

Na verdade, em cada cidade-Estado as pessoas viviam de um jeito diferente. Alexandre tentou juntar um pouco de cada coisa. Em Atenas, por exemplo: havia dois locais públicos (que todo mundo frequentava) importantes: a ÁGORA, que era tipo uma praça onde a galera discutia os problemas da cidade; e a ACRÓPOLE, que era tipo um templo mas que também servia de proteção, porque era o lugar mais alto da cidade de onde dava pra ver os inimigos. A sociedade de Atenas tinha um comportamento bem parecido com nossa sociedade de tempos atrás: era o pai que mandava na casa e escolhia o marido da filha, essa coisas... As pessoas eram chamadas de cidadãos, mas mulheres, escravos e crianças não eram considerados cidadãos, ou seja: não podiam participar das decisões importantes tomadas na cidade. Quem era cidadão podia dar opinião e até votar. Esse jeito de participar da política ficou conhecido como DEMOCRACIA, e até hoje é usado em muitos países, como o nosso por exemplo.

Já em Esparta era bem diferente. As mulheres podiam participar da vida política da sociedade, porque os maridos sempre estavam em guerra ou se preparando para uma guerra. Desde criança os meninos já iam para o treinamento, e as mulheres tinham a responsabilidade de cuidar da cidade junto com os mais idosos enquanto os homens estavam cuidando da segurança.

Para finalizar, é importante lembrar de uma coisa chamada MITOLOGIA. Mito é quando a gente inventa uma história para explicar alguma coisa que a gente não sabe como surgiu. Alexandre adorava isso! Os gregos acreditavam que tudo no mundo acontecia por causa da vontade dos deuses. E os deuses eram como um ser humano melhorado: sentiam raiva, dor, alegria, se apaixonavam... Mas não morriam! Além disso, os deuses gregos eram muito sábios e bonitos, o que faziam com que todos se esforçassem para serem parecidos com os deuses e para agradá-los. Por isso faziam sacrifícios e festas onde demonstravam beleza, força e inteligência. A festa mais famosa ficou conhecida como OLIMPÍADAS, porque acontecia na cidade de Olímpia em homenagem ao deus Zeus.

Na próxima aula veremos o surgimento de um império ainda maior que o império de Alexandre: o Império Romano! Até lá...

13 de agosto de 2012

6º ano/3º bimestre - AULA 1 "Grécia - parte 1"


 
Olá queridos, vamos à Grécia?

Começamos nossa aula lembrando que atualmente existe um país chamado Grécia, que fica na Europa. Mas essa Grécia que estamos citando aqui é a Grécia Antiga: uma região que ocupava um território maior e que era organizada de um jeito bem diferente.

A Grécia Antiga pode ser divida em 3 regiões: INSULAR (tipo ilha mesmo), PENINSULAR (uma quase ilha, rsrs) e CONTINENTAL (tipo ‘terra firme’, sabe?). Essas regiões eram organizadas em reinos, bem parecidos com os da Mesopotâmia, com camponeses, escribas e até palácios. Mas depois de um tempo, esses territórios foram invadidos por vários povos: aqueus, dórios, jônios e eólios. Esses povos acabaram se misturando, e essa mistura é que deu origem ao que a gente chama hoje de GREGOS.

Depois dessa invasões, os gregos acabaram se organizando em núcleos familiares: tipo cada um com sua família. Esses núcleos eram chamados de GENOS (lembrando GENÉTICA, GENTE, GENEROSIDADE...), e quem mandava nessa galera era o homem mais velho da família.

Mas depois de um tempo o genos foi crescendo e se organizando, dando origem às Cidades-Estado: também chamadas de PÓLIS, eram cidades independentes e bem organizadas. As principais polis eram Atenas e Esparta, e na sua tarefa você vai pesquisar sobre elas, ok?

Como a população continuou crescendo, as polis passaram a dominar outras regiões, que eram chamadas de colônias, e passaram a fazer parte da Magna Grécia.

Na nossa revisão, nós conversamos sobre os Persas, lembra? Então, os persas passaram a disputar território com os gregos. Teve guerra e tudo! Aliás, foram várias guerras, 3 delas foram muito grandes mesmo! Essas guerras ficaram conhecidas como Guerras Médicas, porque os gregos chamavam os persas de MEDOS, mas era puro preconceito. Os gregos conseguiram vencer os persas, e uma das batalhas mais famosas foi a que aconteceu na cidade de Maratona (isso também é tarefa, viu!).

Depois que venceram os persas, as polis gregas passaram a disputar influência e poder, e brigaram entre si. Quem se deu bem nessa guerra, chamada de Guerra do Peloponeso, foi Esparta. Na verdade ela não se deu tão bem assim, porque teve muitos gastos e muito desgaste com a guerra. Se aproveitando desse enfraquecimento, um povo que vivia ao norte dos gregos, os MACEDÔNIOS, dominaram a região: implantaram um novo modo de viver que ficou conhecido como helenismo. O principal líder deles é muito famoso: Alexandre, o Grande... Mas isso é assunto para a próxima aula – até lá!


9 de agosto de 2012

9º ano - AULA REVISÃO "Segunda Guerra Mundial"


Texto de Oldimar Pontes Cardoso





Os governos da França e da Inglaterra, ainda traumatizados com a Primeira Guerra, não usaram da força militar para obrigar os alemães a cumprir os termos do Tratado de Versalhes.

O governo soviético estava preocupado com a possibilidade de uma guerra a qualquer momento. Por isso, em 1939, assinou com o governo alemão um tratado de não-agressão. Com base nesse tratado, a Alemanha anexou uma parte da Polônia, a outra parte foi tomada pelos soviéticos.

Como a França e a Inglaterra mantinham com a Polônia um acordo de proteção militar, declararam guerra à Alemanha. Desde 1936, Alemanha, Itália e Japão mantinham uma aliança militar – chamada Eixo - , o que levou também esses outros dois países à guerra.

A União Soviética se manteve fora do conflito até 1941, quando seu território foi invadido por tropas alemãs. Os EUA também se mantiveram fora da guerra até 1941, quando Pearl Harbor, uma de suas bases militares no oceano Pacífico, foi atacada pelos japoneses.

Até 1941, os acontecimentos pareciam indicar a vitória do Eixo contra os aliados. Mas os soviéticos conseguiram impedir o avanço das tropas nazistas nas proximidades de Moscou. Essa ação obrigou os nazistas a recuar e rumar para a cidade de Stalingrado, onde foram vencidos pelos soviéticos.

Do outro lado da Europa, tropas estadunidenses, canadenses e inglesas desembarcaram no litoral da França em junho de 1944, combatendo as tropas nazistas aí estabelecidas. Para ampliar a importância desse acontecimento, ele foi chamado de “Dia D” pelos Aliados.

A derrota em Stalingrado foi um duro golpe nos nazistas, que perderam a fama de invencíveis. Os soviéticos conquistaram Berlim em maio de 1945, pondo fim ao regime nazista na Alemanha.

Em agosto do mesmo ano, depois que os EUA lançaram duas bombas atômicas sobre as cidades de Hiroshima e Nagasaki e ameaçaram lançar outra sobre Tóquio, o Japão se rendeu aos Aliados.

Muitos civis que sobreviveram aos bombardeios e batalhas terrestres acabaram vitimados por doenças e pela fome. É importante ressaltar que milhares de civis foram vítimas de campos de concentração, onde eram alojados todos os considerados inimigos potenciais. Os prisioneiros dos campos de concentração eram obrigados a trabalhos forçados, eram utilizados como cobaias em experiências científicas e assassinados em massa quando isso convinha.




6 de agosto de 2012

8º ano - AULA 1 "O Governo de D. Pedro I"


Texto de Oldimar Pontes Cardoso



No momento da independência, o governo de D. Pedro, sediado no Rio de Janeiro, só controlava as capitanias de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais No restante do país ainda havia governos locais ligados a Portugal e apoiados por suas tropas.

Além de enfrentar os soldados portugueses enviados para manter o Brasil ligado a Portugal, o governo imperial teve de lidar com os republicanos. Estes também eram inimigos do imperador, mas por outros motivos; Os republicanos queriam um Brasil independente, mas não admitiam o governo de Pedro, filho do rei de Portugal. Para eles, a independência só seria completa quando o Brasil se tornasse uma República.

O conflito entre republicanos, monarquistas e portugueses também existia no interior da Assembleia Constituinte, reunida em maio de 1823 para preparar a primeira constituição brasileira. Os deputados, principalmente os republicanos, queriam limitar ao máximo o poder do imperador. Apesar de declarar que desejava uma Constituição liberal, Pedro não queria ter sua autoridade questionada e se ofendia com as tentativas de limitação do seu poder.

Apoiado pelos comerciantes portugueses, que também eram inimigos dos republicanos, em novembro de 1823 Pedro I fechou a Assembleia Constituinte. No ano seguinte, impôs aos brasileiros uma constituição feita ao seu modo: além dos tradicionais poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, Pedro acrescentou um quarto, o Poder Moderador, exercido por ele mesmo.

6º ano - AULA INTRODUÇÃO "Os Persas"




Texto de Oldimar Pontes Cardoso

Os MEDOS e os PERSAS eram tribos nômades indo-européias originárias da Ásia central. Por volta de 2000 a.C., elas se estabeleceram no planalto iraniano, entre o mar Cáspio e o Golfo Pérsico, região hoje ocupada pelo Irã. Os medos, no começo do século VII a.C., foram os primeiros a constituir um reino centralizado, sob a liderança de Déjoces.
Durante o reinado de Ciaxares (625-585 a.C.), neto de Déjoces, os medos dominaram os persas e outros povos, ampliando as fronteiras do reino. Com o apoio dos babilônios, enfrentaram os assírios e destruíram sua capital, Nínive, em 612 a.C..
Em 550 a.C., o líder persa Ciro rebelou-se contra o domínio dos medos. Em 539 a.C., data aproximada da fundação do Império persa, as tropas de Ciro conquistaram a região da Mesopotâmia. Para capital do império, Ciro mandou construir a cidade de Pasárgada, e dividiu o império em vinte regiões administrativas, chamadas SATRAPIAS, que eram ligas por estradas
Na Mesopotâmia, Ciro tratou com generosidade os povos escravizados pelos babilônios, permitindo que os hebreus submetidos ao cativeiro de Babilônia voltassem para a Palestina.
No século IV a.C., uma nova potência, a Macedônia, desafiou o Império persa. Seu rei, Filipe II, dominou a Grécia em 339 a.C. Em 331 a,C., as tropas do filho de Filipe II, Alexandre, conquistaram o Império persa.


23 de junho de 2012

2015 / 8º ano - AULA 5 "Revolução Francesa e a Era Napoleônica"

A sociedade francesa do século XVIII estava dividida em 3 grupos, também chamados de Estados: o CLERO (Igreja); a NOBREZA (ricos) e o 3º Estado ou CAMPESINATO (mas não tinham só camponeses: havia muitos comerciantes e artesãos também). Esse pessoal do 3º Estado era o único que trabalhava e pagava impostos, e não poderiam trocar de Estado, porque acreditavam que os privilégios eram concedidos por Deus no momento do nascimento.

Por volta de 1780 aconteceram alguns distúrbios climáticos na França, como inundações e secas Daí a produção de alimentos ficou prejudicada, os preços subiram, o comércio também ficou prejudicado e boa parte da população começou a passar fome. O rei Luís XVI passou a buscar soluções para a crise econômica francesa: ou ele obrigava os outros 2 estados a pagar impostos ou aumentava os impostos sobre o 3º Estado. Para decidir isso ele convocou uma Assembleia Geral: uma reunião com representantes dos 3 estados. Mas as votações eram feitas por Estado e não por pessoa. Assim, o 1º e o 2º Estados, que estavam cheios de privilégios, iriam combinar seus votos. O 3º Estado lançou, então, uma campanha para que a votação fosse por pessoa e não por Estado. O rei não concordou e o 3º Estado se retirou, afirmando que a partir daquele momento estavam em Assembleia para escrever um novo conjunto de leis para a França - uma Constituição. Imediatamente o rei mandou reprimir essa assembleia, e no dia 14 de julho de 1789 os populares da cidade de Paris saíram às ruas em protesto, saqueando armas e alimentos. Conseguiram apoio do exército, e invadiram a Bastilha - uma prisão de pessoas que não concordavam com o governo de Luís XVI.

Depois disso, alguns privilégios foram abolidos pelo rei, e foi aprovada a Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão, um documento que estabelecia a liberdade, a igualdade e a fraternidade entre todos os seres humanos. Mas o 3º Estado queria que o rei obedecesse a Constituição, ou seja: não governasse sozinho e absoluto como sempre fizera. O rei começou a fazer alianças com outros países contra seu próprio povo, pois não queria abrir mão de seu poder. Os camponeses, junto com os burgueses, declararam que a pátria estava em perigo, pois se sentiram traídos pelo seu próprio rei. Um exército estrangeiro foi vencido pelo povo de Paris, e o rei foi julgado e executado em praça pública.

O 3º Estado estava dividido em 2 grupos: os GIRONDINOS e os JACOBINOS. Os girondinos eram os burgueses, e os jacobinos eram os camponeses mais pobres. Quem assumiu o governo foi o Jacobino Robespierre: ele era super radical e começou a perseguir e matar todo mundo que ele considerava uma ameaça pra França e pro seu governo. Foi tanta gente perseguida e morta que essa época ficou conhecida como o Período do Terror. Até amigos de Robespierre foram considerados traidores, como Danton e Hebert. Esse terrorismo fez com os jacobinos se enfraquecessem politicamente, daí os girondinos aproveitaram a situação e deram um golpe: assumiram o poder, prenderam e executaram Robespierre, e confiaram o poder a um Diretório - 5 deputados burgueses iriam governar a França juntos. Se aproveitando da insatisfação da população com esse governo, um general do exército chamado Napoleão Bonaparte deu golpe nos girondinos e assumiu o poder, se auto intitulando imperador da França.

Durante seu governo, Napoleão tomou medidas para levantar a economia da França e manter o território protegido. Distribuiu terras para os camponeses, criou o Banco da França e emprestou dinheiro aos industriais, estimulou a educação criando escolas públicas... Tudo isso fez com que a França se fortalecesse. Mas Napoleão queria mais: começou a almejar expandir o território francês e ampliar o comércio com os países da Europa. Para isso, ele precisava vencer a concorrência com a Inglaterra e fortalecer  seu exército. Decretou o Bloqueio Continental: obrigou todos os países da Europa a não mais fazer comércio com a Inglaterra, os que insistissem seriam invadidos e teriam seu território tomado pelo exército francês.

Os países da Europa não ficaram contentes com essas atitudes de Napoleão, e começaram a planejar formas de burlar o Bloqueio Continental. A Rússia foi a primeira a fazer isso abertamente e foi invadida pelas tropas de Napoleão. Usaram, então, uma tática de guerra conhecida como 'terra arrasada' - foram recuando e atraindo o exército de Napoleão para as regiões mais frias do país, e ao mesmo tempo iam queimando suas próprias lavouras e tudo o que pudesse ser útil aos seus invasores. Com fome e frio, o exército de Napoleão perdeu sua primeira batalha em Moscou no ano de 1812.

Depois da primeira derrota, outras aconteceram, e Napoleão finalmente foi vencido em 1814, quando foi enviado à Ilha de Elba. Ele até tentou fugir e voltar ao poder em 1815, mas seu governo durou 100 dias e ele foi capturado novamente. Morreu sozinho em 1821, isolado em outra ilha.

A França voltou a ter um rei, Luís XVIII - irmão do rei que fora guilhotinado no início da Revolução, e um Tratado foi assinado na cidade de Viena, na Áustria, para que os territórios invadidos por Napoleão fossem devolvidos. Uma Aliança também foi assinada por alguns países da Europa para evitar que novas revoluções ocorressem.

A Revolução Francesa é um dos acontecimentos mais incríveis da História da Humanidade, porque nela a população se organizou contra seu próprio governante em busca de sobrevivência. Claro que os burgueses estavam mais preocupados com seus bolsos do que com a fome dos camponeses, mas só o fato deles começarem a buscar a ideia de Direitos Humanos já foi uma grande vitória para todos nós...


Na próxima aula veremos a situação do Brasil durante toda essa confusão na Europa, até lá!

18 de junho de 2012

6º ano - AULA 6 "Fenícios e Hebreus"

Última aula do bimestre queridos!!!

Falemos agora de dois povos um pouco diferentes dos que vimos até aqui. São diferentes principalmente porque não estavam fixos em torno de rios, e tinham culturas um pouco diferentes dos demais. Vejamos...

O Fenícios ocupavam uma faixa de terra situada entre o litoral do Mar Mediterrâneo e as montanhas do atual Líbano. As altas montanhas impediam os fenícios de adentrar o continente, por isso ele se voltaram para o mar e passaram a desenvolver o comércio marítimo.

Os Fenícios estava divididos em cidades-Estado, ou seja: cidades totalmente independentes umas das outras. Isso aconteceu principalmente por causa do isolamento geográfico que já falamos antes. Por causa dessas características, ele desenvolveram o artesanato (para comercializar), técnicas de navegação e uma escrita que acabou se tornando a origem de nossa escrita atual.

Eles eram politeístas também, e cada cidade fenícia tinha suas divindades próprias. Como faziam bastante comércio, tinham contato com vários povos, isso deixou sua cultura cheia de elementos diferentes, misturando várias culturas em uma só.

Já os Hebreus eram monoteístas, ou seja: acreditavam em único deus. Sabemos a história dos Hebreus principalmente por causa de sua religião, que tem seus princípios escritos em um livro muito famoso hoje em dia: a Bíblia.

Uma outra característica dos Hebreus é o fato deles serem nômades, o que quer dizer que não tinham moradia fixa. De acordo com a Bíblia, Abraão era um pastor nômade da Mesopotâmia. O Deus de Abraão lhe ordenou que partisse dali com seu grupo para uma terra com mais pastagens para o rebanho. Essa terra era chamada Canaã (atual Palestina), e ficou conhecida como Terra Prometida.

Nessa nova terra os hebreus continuaram sendo nômades, e eram liderados por PATRIARCAS, ou seja: os homens mais velhos de cada família. Mas depois de um tempo, a região passou por um período de seca, e os hebreus migraram para o Egito em busca de sobrevivência. Depois de algum tempo, os egípcios escravizaram os Hebreus, e estes fugiram de volta para Canaã. O problema é que já havia outros povos morando lá, o que levou a várias guerras e conflitos. Depois de estabelecidos de volta a Canaã, os Hebreus passaram a ser governados por juízes: homens responsáveis pela resolução de problemas coletivos. Mas diante das ameaças de povos vizinhos, os Hebreus substituíram os juízes por reis. Com a morte do rei Salomão, o território foi dividido em 2 partes: Israel, com capital em Samaria, e Judá, com capital em Jerusalém. Mas em 587 a.C. o reino de Judá foi conquistado rei Nabucodonosor (lembra da AULA 3?), e parte da população foi levada como escrava para a Babilônia. Em 722 a.C. a Samaria já havia sido tomada pelos Assírios (ver AULA 3), e os israelenses ou israelistas havia se misturados com aqueles povos. O povo de Judá não aceitava mais o povo de Israel como parentes, e poassaram a chamá-los de SAMARITANOS, ou seja: habitantes de Samaria, capital de Israel. E os habitantes de Judá eram os JUDEUS, o povo escolhido por Deus, porque conseguiram não se misturar.

Quando os Persas conquistaram a Babilônia (veremos isso no 3º bimestre), os judeus voltaram para Jerusalém. E no 4ª bimestre veremos que os romanos irão proporcionar uma repressão aos judeus e eles se espalharão pelo mundo, mais uma vez sem território fixo. Espero vocês para nossas novas aventuras pela História... Até lá!!!

6º ano - AULA 5 "Índia"

Olá pessoal, vamos curtir um pouquinho da História Antiga da Índia?

Como nas outras civilizações, eles também tinham rios importantes, são eles: o rio Indo e o rio Ganges. E também como nas outras civilizações, o território deles era um pouco maior e um pouco diferente do que é hoje.

A primeira fase da História Antiga da Índia é conhecida pela cultura HARAPENSE, um grupo roganizado de pessoas que viviam em uma cidade chamada Harapa. Acredita-se que eles eram muito organizados porque faziam comércio com povos do Ocidente, e produziam de forma eficiente cereias e frutos como: cevada, ervilha, melão, damasco, gergelim... Também desenvolveram o artesanato, o que servia para fortalecer o comércio também. Fabricavam instrumentos e armas como martelos e facas, utensílios domésticos como panelas e jarras, e jóias como braceletes e pentes com pedras semi preciosas.

Em 1900 a.C. aconteceu um problema climático na Índia, e muitos povos começaram a migrar para a cidade de Harapa para fugir de uma seca, o que empobreceu a região. Povos nômades e guerreiros passaram a dominar região, e começava um novo período na História da Índia: o período VÉDICO.

O período Vèdico tem esse nome porque só sabemos dessa história por causa da existencia de livros religiosos chamados Vedas. Esses livros mostram que a sociedade indiana desse período estava dividia em grupos sociais chamados de castas. As principais castas eram: BRÂMANES (eram os sacerdotes), XÁTRIAS (nobres guerreiros), VAIXÁS ( Comerciantes, agricultores, artesãos), SUDRAS (servos) além dos INTOCÁVEIS que eram pessoas consideradas impuras por desobedecer às ordens religiosas.

A religiãos era muito importante para os indianos. Eles também eram politeístas e seus principais deuses eram as forças da natureza, como o ar, o vento, a terra e o fogo. Eles também acreditavam na reencarnação, ou seja: todos estamos de passagem e após a morte iremos reencarnar em um novo corpo em busca da evolução do espírito. Com o passar do tempo apareceu a crença em um deus acima dos outros deuses, o Brahma. Por isso a religião de muitos indianos é chamada de Brahmanismo. O Brahmanismo também é conhecido como hinduísmo nos dias atuais.

Na próxima aula encerraremos o bimestre falando de mais uma galera da Idade Antiga. Espero vocês!

6º ano - AULA 4 "China"

É isso aí galera, vamos falar um pouquinho sobre a História da China Antiga...

Como vimos, todas as civilizações se desenvolveram perto de algum rio, porque assim poderiam usar a água para beber, para dar de beber aos animais, e para cuidar das plantações. Na China não foi diferente: os principais rios da China eram os rios Yang-tsé e o rio Hoang-Ho.

Por causa desses rios, os chineses perceberam que um produto que se dava bem com aquele clima e aquela umidade era o arroz. Por isso, o principal produto na época eraa o arroz. O rio Hoang-Ho também é chamado de Rio Amarelo, porque recebe sedimentos amarelados devido às chuvas e aos ventos.

A China Antiga era governada por dinastias, ou seja: famílias que passavam o poder de geração em geração. A primeira grande dinastia da China foi a Dinastia CHAN, conhecida por desenvolver o comércio, a tecnologia do bronze, a tecelagem da seda e a produção de cerâmicas brancas esmaltadas. Mas por volta do século XII a.C. um povo vindo do oeste tomou os domínios da Dinastia Chan. Começava assim um novo governo: o da Dinastia CHOU.

A Dinastia Chou ficou conhecida por ampliar a produção agrícola e fortalecer o comércio. A sociedade estava dividida entre NOBRES e CAMPONESES, além dos escravos que eram prisioneiros de guerras. Mas por volta do século VIII a.C. os nobres começaram a brigar por poder, e o império se enfraqueceu se dividindo em vários reinos. Um povo que estava se fortalecendo a oeste se aproveitou desse enfraquecimento e tomou o poder: começava o governo da Dinastia CH'IN.

A Dinastia Ch'in se destacou por concentrar o poder nas mãos de seu governante, e por buscar proteger seu territótio de invasores. Foi nessa época que aconteceu a construção da Grande Muralha da China, uma linha de defesa de quase 5 mil quilômetros de extensão. Quando o principal governante morreu, a dinastia se enfuaqueceu, e outro povo assumiu o poder. Em 205 a.C. começava o governo da Dinastia HAN.

A Dinastia Han se destacou pelo desenvolvimento cultural. Os governantes procuravam manter o poder centralizado, mas também queriam ampliar o território e o contato com outros povos. Investiram no comércio com o Ocidente e fortaleceram a literatura com base nas crenças populares. Também fortaleceram as artes e o  comércio de artesanatos, como tapetes, esculturas e objetos decorativos.

Falaremos mais sobre a China no 4º bimestre. Por enquanto ainda falremos de História Antiga, desta vez a civilização estudada será a Índia... Vamos nessa?

6º ano - AULA 3 "Mesopotâmia"

Vamos nessa, queridos! Alguém imagina o que seja a Mesopotâmia atualmente?

Pois é, hoje em dia não existe nenhum lugar no mundo chamado Mesopotâmia, isso porque chamaos de MNesopotâmia uma região, e não um país ou um grupo de pessoas. A palavra Mesopotâmia significa 'terra entre rios', porque era uma região por oindem passam 2 rios importantes: o rio Tigre e o rio Eufrates. Hoje em dia nesse lugar estão vários países do Oriente Médio, como o Iraque por exemplo.

Na Mesopotâmia havia dois grupos sociais: os LIVRES e os ESCRAVOS. Mas os escravos, assim como no Egito, eram em quantidade pequena (também prisioneiros de guerra ou escravizados por dívidas).

Eles também eram politeístas, ou seja, acreditavam em vários deuses, e os templos representavam as moradias dos deuses. Essa atividade religiosa favoreceru o desenvolvimentos das ciências. A escrita por exemplo, mostrava a relação entre o mundo natural e o sobrenatural. Ficou conhecida como escrita CUNEIFORME porque usavam um estilete de vime em forma de cunha para escrever sobre a argila. A astronomia também se desenvolveu bastante nesse período, mas para eles estava totalmente ligada com a astrologia. Estudavam os astros para tentar entender melhor a vontade dos deuses.

Como já falei antes, a Mesopotâmia era uma região e não um país. Por isso, vários reinos e povos moraram nesse lugar. Os principais impérios mesopotâmicos foram: IMPÉRIO ACÁDIO (povoado por povo conhecido como Sumérios), Império Babilônico (conhecido por um conjunto de leis criado por seu principal governante Hamurábi), IMPÉRIO ASSÍRIO (conhecido pela violência com que tratavm os povos com quem guerreavam), IMPÉRIO CALDEU (também conheciudo como 2º Império Babilônico, com uma curta duração devido a morte de seu principal governante o rei Nabucodonosor, responsável por tentar construir o maior templo da época: a Torre de Babel).

Na próxima aula veremos mais uma civilização importante: a China! Preparados?