13 de agosto de 2012

6º ano/3º bimestre - AULA 1 "Grécia - parte 1"


 
Olá queridos, vamos à Grécia?

Começamos nossa aula lembrando que atualmente existe um país chamado Grécia, que fica na Europa. Mas essa Grécia que estamos citando aqui é a Grécia Antiga: uma região que ocupava um território maior e que era organizada de um jeito bem diferente.

A Grécia Antiga pode ser divida em 3 regiões: INSULAR (tipo ilha mesmo), PENINSULAR (uma quase ilha, rsrs) e CONTINENTAL (tipo ‘terra firme’, sabe?). Essas regiões eram organizadas em reinos, bem parecidos com os da Mesopotâmia, com camponeses, escribas e até palácios. Mas depois de um tempo, esses territórios foram invadidos por vários povos: aqueus, dórios, jônios e eólios. Esses povos acabaram se misturando, e essa mistura é que deu origem ao que a gente chama hoje de GREGOS.

Depois dessa invasões, os gregos acabaram se organizando em núcleos familiares: tipo cada um com sua família. Esses núcleos eram chamados de GENOS (lembrando GENÉTICA, GENTE, GENEROSIDADE...), e quem mandava nessa galera era o homem mais velho da família.

Mas depois de um tempo o genos foi crescendo e se organizando, dando origem às Cidades-Estado: também chamadas de PÓLIS, eram cidades independentes e bem organizadas. As principais polis eram Atenas e Esparta, e na sua tarefa você vai pesquisar sobre elas, ok?

Como a população continuou crescendo, as polis passaram a dominar outras regiões, que eram chamadas de colônias, e passaram a fazer parte da Magna Grécia.

Na nossa revisão, nós conversamos sobre os Persas, lembra? Então, os persas passaram a disputar território com os gregos. Teve guerra e tudo! Aliás, foram várias guerras, 3 delas foram muito grandes mesmo! Essas guerras ficaram conhecidas como Guerras Médicas, porque os gregos chamavam os persas de MEDOS, mas era puro preconceito. Os gregos conseguiram vencer os persas, e uma das batalhas mais famosas foi a que aconteceu na cidade de Maratona (isso também é tarefa, viu!).

Depois que venceram os persas, as polis gregas passaram a disputar influência e poder, e brigaram entre si. Quem se deu bem nessa guerra, chamada de Guerra do Peloponeso, foi Esparta. Na verdade ela não se deu tão bem assim, porque teve muitos gastos e muito desgaste com a guerra. Se aproveitando desse enfraquecimento, um povo que vivia ao norte dos gregos, os MACEDÔNIOS, dominaram a região: implantaram um novo modo de viver que ficou conhecido como helenismo. O principal líder deles é muito famoso: Alexandre, o Grande... Mas isso é assunto para a próxima aula – até lá!


9 de agosto de 2012

9º ano - AULA REVISÃO "Segunda Guerra Mundial"


Texto de Oldimar Pontes Cardoso





Os governos da França e da Inglaterra, ainda traumatizados com a Primeira Guerra, não usaram da força militar para obrigar os alemães a cumprir os termos do Tratado de Versalhes.

O governo soviético estava preocupado com a possibilidade de uma guerra a qualquer momento. Por isso, em 1939, assinou com o governo alemão um tratado de não-agressão. Com base nesse tratado, a Alemanha anexou uma parte da Polônia, a outra parte foi tomada pelos soviéticos.

Como a França e a Inglaterra mantinham com a Polônia um acordo de proteção militar, declararam guerra à Alemanha. Desde 1936, Alemanha, Itália e Japão mantinham uma aliança militar – chamada Eixo - , o que levou também esses outros dois países à guerra.

A União Soviética se manteve fora do conflito até 1941, quando seu território foi invadido por tropas alemãs. Os EUA também se mantiveram fora da guerra até 1941, quando Pearl Harbor, uma de suas bases militares no oceano Pacífico, foi atacada pelos japoneses.

Até 1941, os acontecimentos pareciam indicar a vitória do Eixo contra os aliados. Mas os soviéticos conseguiram impedir o avanço das tropas nazistas nas proximidades de Moscou. Essa ação obrigou os nazistas a recuar e rumar para a cidade de Stalingrado, onde foram vencidos pelos soviéticos.

Do outro lado da Europa, tropas estadunidenses, canadenses e inglesas desembarcaram no litoral da França em junho de 1944, combatendo as tropas nazistas aí estabelecidas. Para ampliar a importância desse acontecimento, ele foi chamado de “Dia D” pelos Aliados.

A derrota em Stalingrado foi um duro golpe nos nazistas, que perderam a fama de invencíveis. Os soviéticos conquistaram Berlim em maio de 1945, pondo fim ao regime nazista na Alemanha.

Em agosto do mesmo ano, depois que os EUA lançaram duas bombas atômicas sobre as cidades de Hiroshima e Nagasaki e ameaçaram lançar outra sobre Tóquio, o Japão se rendeu aos Aliados.

Muitos civis que sobreviveram aos bombardeios e batalhas terrestres acabaram vitimados por doenças e pela fome. É importante ressaltar que milhares de civis foram vítimas de campos de concentração, onde eram alojados todos os considerados inimigos potenciais. Os prisioneiros dos campos de concentração eram obrigados a trabalhos forçados, eram utilizados como cobaias em experiências científicas e assassinados em massa quando isso convinha.




6 de agosto de 2012

8º ano - AULA 1 "O Governo de D. Pedro I"


Texto de Oldimar Pontes Cardoso



No momento da independência, o governo de D. Pedro, sediado no Rio de Janeiro, só controlava as capitanias de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais No restante do país ainda havia governos locais ligados a Portugal e apoiados por suas tropas.

Além de enfrentar os soldados portugueses enviados para manter o Brasil ligado a Portugal, o governo imperial teve de lidar com os republicanos. Estes também eram inimigos do imperador, mas por outros motivos; Os republicanos queriam um Brasil independente, mas não admitiam o governo de Pedro, filho do rei de Portugal. Para eles, a independência só seria completa quando o Brasil se tornasse uma República.

O conflito entre republicanos, monarquistas e portugueses também existia no interior da Assembleia Constituinte, reunida em maio de 1823 para preparar a primeira constituição brasileira. Os deputados, principalmente os republicanos, queriam limitar ao máximo o poder do imperador. Apesar de declarar que desejava uma Constituição liberal, Pedro não queria ter sua autoridade questionada e se ofendia com as tentativas de limitação do seu poder.

Apoiado pelos comerciantes portugueses, que também eram inimigos dos republicanos, em novembro de 1823 Pedro I fechou a Assembleia Constituinte. No ano seguinte, impôs aos brasileiros uma constituição feita ao seu modo: além dos tradicionais poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, Pedro acrescentou um quarto, o Poder Moderador, exercido por ele mesmo.

6º ano - AULA INTRODUÇÃO "Os Persas"




Texto de Oldimar Pontes Cardoso

Os MEDOS e os PERSAS eram tribos nômades indo-européias originárias da Ásia central. Por volta de 2000 a.C., elas se estabeleceram no planalto iraniano, entre o mar Cáspio e o Golfo Pérsico, região hoje ocupada pelo Irã. Os medos, no começo do século VII a.C., foram os primeiros a constituir um reino centralizado, sob a liderança de Déjoces.
Durante o reinado de Ciaxares (625-585 a.C.), neto de Déjoces, os medos dominaram os persas e outros povos, ampliando as fronteiras do reino. Com o apoio dos babilônios, enfrentaram os assírios e destruíram sua capital, Nínive, em 612 a.C..
Em 550 a.C., o líder persa Ciro rebelou-se contra o domínio dos medos. Em 539 a.C., data aproximada da fundação do Império persa, as tropas de Ciro conquistaram a região da Mesopotâmia. Para capital do império, Ciro mandou construir a cidade de Pasárgada, e dividiu o império em vinte regiões administrativas, chamadas SATRAPIAS, que eram ligas por estradas
Na Mesopotâmia, Ciro tratou com generosidade os povos escravizados pelos babilônios, permitindo que os hebreus submetidos ao cativeiro de Babilônia voltassem para a Palestina.
No século IV a.C., uma nova potência, a Macedônia, desafiou o Império persa. Seu rei, Filipe II, dominou a Grécia em 339 a.C. Em 331 a,C., as tropas do filho de Filipe II, Alexandre, conquistaram o Império persa.


23 de junho de 2012

2015 / 8º ano - AULA 5 "Revolução Francesa e a Era Napoleônica"

A sociedade francesa do século XVIII estava dividida em 3 grupos, também chamados de Estados: o CLERO (Igreja); a NOBREZA (ricos) e o 3º Estado ou CAMPESINATO (mas não tinham só camponeses: havia muitos comerciantes e artesãos também). Esse pessoal do 3º Estado era o único que trabalhava e pagava impostos, e não poderiam trocar de Estado, porque acreditavam que os privilégios eram concedidos por Deus no momento do nascimento.

Por volta de 1780 aconteceram alguns distúrbios climáticos na França, como inundações e secas Daí a produção de alimentos ficou prejudicada, os preços subiram, o comércio também ficou prejudicado e boa parte da população começou a passar fome. O rei Luís XVI passou a buscar soluções para a crise econômica francesa: ou ele obrigava os outros 2 estados a pagar impostos ou aumentava os impostos sobre o 3º Estado. Para decidir isso ele convocou uma Assembleia Geral: uma reunião com representantes dos 3 estados. Mas as votações eram feitas por Estado e não por pessoa. Assim, o 1º e o 2º Estados, que estavam cheios de privilégios, iriam combinar seus votos. O 3º Estado lançou, então, uma campanha para que a votação fosse por pessoa e não por Estado. O rei não concordou e o 3º Estado se retirou, afirmando que a partir daquele momento estavam em Assembleia para escrever um novo conjunto de leis para a França - uma Constituição. Imediatamente o rei mandou reprimir essa assembleia, e no dia 14 de julho de 1789 os populares da cidade de Paris saíram às ruas em protesto, saqueando armas e alimentos. Conseguiram apoio do exército, e invadiram a Bastilha - uma prisão de pessoas que não concordavam com o governo de Luís XVI.

Depois disso, alguns privilégios foram abolidos pelo rei, e foi aprovada a Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão, um documento que estabelecia a liberdade, a igualdade e a fraternidade entre todos os seres humanos. Mas o 3º Estado queria que o rei obedecesse a Constituição, ou seja: não governasse sozinho e absoluto como sempre fizera. O rei começou a fazer alianças com outros países contra seu próprio povo, pois não queria abrir mão de seu poder. Os camponeses, junto com os burgueses, declararam que a pátria estava em perigo, pois se sentiram traídos pelo seu próprio rei. Um exército estrangeiro foi vencido pelo povo de Paris, e o rei foi julgado e executado em praça pública.

O 3º Estado estava dividido em 2 grupos: os GIRONDINOS e os JACOBINOS. Os girondinos eram os burgueses, e os jacobinos eram os camponeses mais pobres. Quem assumiu o governo foi o Jacobino Robespierre: ele era super radical e começou a perseguir e matar todo mundo que ele considerava uma ameaça pra França e pro seu governo. Foi tanta gente perseguida e morta que essa época ficou conhecida como o Período do Terror. Até amigos de Robespierre foram considerados traidores, como Danton e Hebert. Esse terrorismo fez com os jacobinos se enfraquecessem politicamente, daí os girondinos aproveitaram a situação e deram um golpe: assumiram o poder, prenderam e executaram Robespierre, e confiaram o poder a um Diretório - 5 deputados burgueses iriam governar a França juntos. Se aproveitando da insatisfação da população com esse governo, um general do exército chamado Napoleão Bonaparte deu golpe nos girondinos e assumiu o poder, se auto intitulando imperador da França.

Durante seu governo, Napoleão tomou medidas para levantar a economia da França e manter o território protegido. Distribuiu terras para os camponeses, criou o Banco da França e emprestou dinheiro aos industriais, estimulou a educação criando escolas públicas... Tudo isso fez com que a França se fortalecesse. Mas Napoleão queria mais: começou a almejar expandir o território francês e ampliar o comércio com os países da Europa. Para isso, ele precisava vencer a concorrência com a Inglaterra e fortalecer  seu exército. Decretou o Bloqueio Continental: obrigou todos os países da Europa a não mais fazer comércio com a Inglaterra, os que insistissem seriam invadidos e teriam seu território tomado pelo exército francês.

Os países da Europa não ficaram contentes com essas atitudes de Napoleão, e começaram a planejar formas de burlar o Bloqueio Continental. A Rússia foi a primeira a fazer isso abertamente e foi invadida pelas tropas de Napoleão. Usaram, então, uma tática de guerra conhecida como 'terra arrasada' - foram recuando e atraindo o exército de Napoleão para as regiões mais frias do país, e ao mesmo tempo iam queimando suas próprias lavouras e tudo o que pudesse ser útil aos seus invasores. Com fome e frio, o exército de Napoleão perdeu sua primeira batalha em Moscou no ano de 1812.

Depois da primeira derrota, outras aconteceram, e Napoleão finalmente foi vencido em 1814, quando foi enviado à Ilha de Elba. Ele até tentou fugir e voltar ao poder em 1815, mas seu governo durou 100 dias e ele foi capturado novamente. Morreu sozinho em 1821, isolado em outra ilha.

A França voltou a ter um rei, Luís XVIII - irmão do rei que fora guilhotinado no início da Revolução, e um Tratado foi assinado na cidade de Viena, na Áustria, para que os territórios invadidos por Napoleão fossem devolvidos. Uma Aliança também foi assinada por alguns países da Europa para evitar que novas revoluções ocorressem.

A Revolução Francesa é um dos acontecimentos mais incríveis da História da Humanidade, porque nela a população se organizou contra seu próprio governante em busca de sobrevivência. Claro que os burgueses estavam mais preocupados com seus bolsos do que com a fome dos camponeses, mas só o fato deles começarem a buscar a ideia de Direitos Humanos já foi uma grande vitória para todos nós...


Na próxima aula veremos a situação do Brasil durante toda essa confusão na Europa, até lá!

18 de junho de 2012

6º ano - AULA 6 "Fenícios e Hebreus"

Última aula do bimestre queridos!!!

Falemos agora de dois povos um pouco diferentes dos que vimos até aqui. São diferentes principalmente porque não estavam fixos em torno de rios, e tinham culturas um pouco diferentes dos demais. Vejamos...

O Fenícios ocupavam uma faixa de terra situada entre o litoral do Mar Mediterrâneo e as montanhas do atual Líbano. As altas montanhas impediam os fenícios de adentrar o continente, por isso ele se voltaram para o mar e passaram a desenvolver o comércio marítimo.

Os Fenícios estava divididos em cidades-Estado, ou seja: cidades totalmente independentes umas das outras. Isso aconteceu principalmente por causa do isolamento geográfico que já falamos antes. Por causa dessas características, ele desenvolveram o artesanato (para comercializar), técnicas de navegação e uma escrita que acabou se tornando a origem de nossa escrita atual.

Eles eram politeístas também, e cada cidade fenícia tinha suas divindades próprias. Como faziam bastante comércio, tinham contato com vários povos, isso deixou sua cultura cheia de elementos diferentes, misturando várias culturas em uma só.

Já os Hebreus eram monoteístas, ou seja: acreditavam em único deus. Sabemos a história dos Hebreus principalmente por causa de sua religião, que tem seus princípios escritos em um livro muito famoso hoje em dia: a Bíblia.

Uma outra característica dos Hebreus é o fato deles serem nômades, o que quer dizer que não tinham moradia fixa. De acordo com a Bíblia, Abraão era um pastor nômade da Mesopotâmia. O Deus de Abraão lhe ordenou que partisse dali com seu grupo para uma terra com mais pastagens para o rebanho. Essa terra era chamada Canaã (atual Palestina), e ficou conhecida como Terra Prometida.

Nessa nova terra os hebreus continuaram sendo nômades, e eram liderados por PATRIARCAS, ou seja: os homens mais velhos de cada família. Mas depois de um tempo, a região passou por um período de seca, e os hebreus migraram para o Egito em busca de sobrevivência. Depois de algum tempo, os egípcios escravizaram os Hebreus, e estes fugiram de volta para Canaã. O problema é que já havia outros povos morando lá, o que levou a várias guerras e conflitos. Depois de estabelecidos de volta a Canaã, os Hebreus passaram a ser governados por juízes: homens responsáveis pela resolução de problemas coletivos. Mas diante das ameaças de povos vizinhos, os Hebreus substituíram os juízes por reis. Com a morte do rei Salomão, o território foi dividido em 2 partes: Israel, com capital em Samaria, e Judá, com capital em Jerusalém. Mas em 587 a.C. o reino de Judá foi conquistado rei Nabucodonosor (lembra da AULA 3?), e parte da população foi levada como escrava para a Babilônia. Em 722 a.C. a Samaria já havia sido tomada pelos Assírios (ver AULA 3), e os israelenses ou israelistas havia se misturados com aqueles povos. O povo de Judá não aceitava mais o povo de Israel como parentes, e poassaram a chamá-los de SAMARITANOS, ou seja: habitantes de Samaria, capital de Israel. E os habitantes de Judá eram os JUDEUS, o povo escolhido por Deus, porque conseguiram não se misturar.

Quando os Persas conquistaram a Babilônia (veremos isso no 3º bimestre), os judeus voltaram para Jerusalém. E no 4ª bimestre veremos que os romanos irão proporcionar uma repressão aos judeus e eles se espalharão pelo mundo, mais uma vez sem território fixo. Espero vocês para nossas novas aventuras pela História... Até lá!!!

6º ano - AULA 5 "Índia"

Olá pessoal, vamos curtir um pouquinho da História Antiga da Índia?

Como nas outras civilizações, eles também tinham rios importantes, são eles: o rio Indo e o rio Ganges. E também como nas outras civilizações, o território deles era um pouco maior e um pouco diferente do que é hoje.

A primeira fase da História Antiga da Índia é conhecida pela cultura HARAPENSE, um grupo roganizado de pessoas que viviam em uma cidade chamada Harapa. Acredita-se que eles eram muito organizados porque faziam comércio com povos do Ocidente, e produziam de forma eficiente cereias e frutos como: cevada, ervilha, melão, damasco, gergelim... Também desenvolveram o artesanato, o que servia para fortalecer o comércio também. Fabricavam instrumentos e armas como martelos e facas, utensílios domésticos como panelas e jarras, e jóias como braceletes e pentes com pedras semi preciosas.

Em 1900 a.C. aconteceu um problema climático na Índia, e muitos povos começaram a migrar para a cidade de Harapa para fugir de uma seca, o que empobreceu a região. Povos nômades e guerreiros passaram a dominar região, e começava um novo período na História da Índia: o período VÉDICO.

O período Vèdico tem esse nome porque só sabemos dessa história por causa da existencia de livros religiosos chamados Vedas. Esses livros mostram que a sociedade indiana desse período estava dividia em grupos sociais chamados de castas. As principais castas eram: BRÂMANES (eram os sacerdotes), XÁTRIAS (nobres guerreiros), VAIXÁS ( Comerciantes, agricultores, artesãos), SUDRAS (servos) além dos INTOCÁVEIS que eram pessoas consideradas impuras por desobedecer às ordens religiosas.

A religiãos era muito importante para os indianos. Eles também eram politeístas e seus principais deuses eram as forças da natureza, como o ar, o vento, a terra e o fogo. Eles também acreditavam na reencarnação, ou seja: todos estamos de passagem e após a morte iremos reencarnar em um novo corpo em busca da evolução do espírito. Com o passar do tempo apareceu a crença em um deus acima dos outros deuses, o Brahma. Por isso a religião de muitos indianos é chamada de Brahmanismo. O Brahmanismo também é conhecido como hinduísmo nos dias atuais.

Na próxima aula encerraremos o bimestre falando de mais uma galera da Idade Antiga. Espero vocês!

6º ano - AULA 4 "China"

É isso aí galera, vamos falar um pouquinho sobre a História da China Antiga...

Como vimos, todas as civilizações se desenvolveram perto de algum rio, porque assim poderiam usar a água para beber, para dar de beber aos animais, e para cuidar das plantações. Na China não foi diferente: os principais rios da China eram os rios Yang-tsé e o rio Hoang-Ho.

Por causa desses rios, os chineses perceberam que um produto que se dava bem com aquele clima e aquela umidade era o arroz. Por isso, o principal produto na época eraa o arroz. O rio Hoang-Ho também é chamado de Rio Amarelo, porque recebe sedimentos amarelados devido às chuvas e aos ventos.

A China Antiga era governada por dinastias, ou seja: famílias que passavam o poder de geração em geração. A primeira grande dinastia da China foi a Dinastia CHAN, conhecida por desenvolver o comércio, a tecnologia do bronze, a tecelagem da seda e a produção de cerâmicas brancas esmaltadas. Mas por volta do século XII a.C. um povo vindo do oeste tomou os domínios da Dinastia Chan. Começava assim um novo governo: o da Dinastia CHOU.

A Dinastia Chou ficou conhecida por ampliar a produção agrícola e fortalecer o comércio. A sociedade estava dividida entre NOBRES e CAMPONESES, além dos escravos que eram prisioneiros de guerras. Mas por volta do século VIII a.C. os nobres começaram a brigar por poder, e o império se enfraqueceu se dividindo em vários reinos. Um povo que estava se fortalecendo a oeste se aproveitou desse enfraquecimento e tomou o poder: começava o governo da Dinastia CH'IN.

A Dinastia Ch'in se destacou por concentrar o poder nas mãos de seu governante, e por buscar proteger seu territótio de invasores. Foi nessa época que aconteceu a construção da Grande Muralha da China, uma linha de defesa de quase 5 mil quilômetros de extensão. Quando o principal governante morreu, a dinastia se enfuaqueceu, e outro povo assumiu o poder. Em 205 a.C. começava o governo da Dinastia HAN.

A Dinastia Han se destacou pelo desenvolvimento cultural. Os governantes procuravam manter o poder centralizado, mas também queriam ampliar o território e o contato com outros povos. Investiram no comércio com o Ocidente e fortaleceram a literatura com base nas crenças populares. Também fortaleceram as artes e o  comércio de artesanatos, como tapetes, esculturas e objetos decorativos.

Falaremos mais sobre a China no 4º bimestre. Por enquanto ainda falremos de História Antiga, desta vez a civilização estudada será a Índia... Vamos nessa?

6º ano - AULA 3 "Mesopotâmia"

Vamos nessa, queridos! Alguém imagina o que seja a Mesopotâmia atualmente?

Pois é, hoje em dia não existe nenhum lugar no mundo chamado Mesopotâmia, isso porque chamaos de MNesopotâmia uma região, e não um país ou um grupo de pessoas. A palavra Mesopotâmia significa 'terra entre rios', porque era uma região por oindem passam 2 rios importantes: o rio Tigre e o rio Eufrates. Hoje em dia nesse lugar estão vários países do Oriente Médio, como o Iraque por exemplo.

Na Mesopotâmia havia dois grupos sociais: os LIVRES e os ESCRAVOS. Mas os escravos, assim como no Egito, eram em quantidade pequena (também prisioneiros de guerra ou escravizados por dívidas).

Eles também eram politeístas, ou seja, acreditavam em vários deuses, e os templos representavam as moradias dos deuses. Essa atividade religiosa favoreceru o desenvolvimentos das ciências. A escrita por exemplo, mostrava a relação entre o mundo natural e o sobrenatural. Ficou conhecida como escrita CUNEIFORME porque usavam um estilete de vime em forma de cunha para escrever sobre a argila. A astronomia também se desenvolveu bastante nesse período, mas para eles estava totalmente ligada com a astrologia. Estudavam os astros para tentar entender melhor a vontade dos deuses.

Como já falei antes, a Mesopotâmia era uma região e não um país. Por isso, vários reinos e povos moraram nesse lugar. Os principais impérios mesopotâmicos foram: IMPÉRIO ACÁDIO (povoado por povo conhecido como Sumérios), Império Babilônico (conhecido por um conjunto de leis criado por seu principal governante Hamurábi), IMPÉRIO ASSÍRIO (conhecido pela violência com que tratavm os povos com quem guerreavam), IMPÉRIO CALDEU (também conheciudo como 2º Império Babilônico, com uma curta duração devido a morte de seu principal governante o rei Nabucodonosor, responsável por tentar construir o maior templo da época: a Torre de Babel).

Na próxima aula veremos mais uma civilização importante: a China! Preparados?

6º ano - AULA 2 "África: o Reino da Núbia"

Olá pessoal, vejamos mais um pedacinho da África: a Núbia!

O Reino da Núbia se desenvolveu na região ao sul do Egito, e também se aproveitavam do rio Nilo para sobreviver. Os egípcios chamavam esse reino de Cuxe. Havia períodos em que reis cuxitas governavam o Egito e períodos em que os núbios eram dominados pelos faraós. No século III a.C. por exemplo, os núbios avançaram sobre o Egito, dominando aquele território por quase 100 anos.

Por volta do século VI a.C. o reino de Cuxe conheceu um grande desenvolvimento cultural, e suas principal cidade passou a ser Meroé. Na escrita, por exemplo, desenvolveram um alfabeto: havia 23 sinais que se combinavam formando palavras. Boa parte da escrita meroítica, como ficou conhecida, ainda não foi decifrada.

Outro fator interessante no desenvolvimento cultural da Núbia foi em relação às atividades econômicas: eles utilizavam técnicas de produção tanto em cerÇamica, como em ferro e em pedra. Também cultivavam cereais como trigo e cevada, além de criar animais como bois e ovelhas.

Mas a atividade mais importante do núbios foi o comércio: a região do Mar Vermelho se tranformou em um grande empório de produtos produtos vindos de vários pontos da África.

Na próxima aula veremos uma civilização bem próxima ao Egito e à Núbia: a Mesopotâmia! Espero vocês...

6º ano - AULA 1: "Egito"

E aí, minha gente! Rumo às grandes civilizações antigas...

Durante o 1º bimestre estudamos o surgimento do homem no mundo e suas primeiras conquistas, como a agricultura e a escrita. Nesse bimestre vamos estudar os grupos humanos que se destacaram durante a Idade Antiga. Quando temos grupos humanos que se organizam de alguma maneira chamamos de CIVILIZAÇÃO.

A primeira civilização que estudaremos é a galera que vivia no Egito. Hoje ainda existe um lugar no mundo chamado Egito, mas esse Egito que estamos estudando ocupava uma área um pouco maior: uma faixa de terra muito extensa banhada de norte a sul pelo Nilo.

As cheias do rio Nilo permitiam que a terra se tornasse fértil: quando as águas baixavam, era nessas margens que os egípcios praticavam agricultura. A parte sul do Egito era chamada de Alto Egito, e aparte norte de Baixo Egito.

A história do Egito pode ser dividida em 34 fases: ANTIGO IMPÉRIO (quando foram construídas as grandes pirâmides), MÉDIO IMPÉRIO (quando os egípcios conquistaram a Núbia) e NOVO IMPÉRIO (fase dos Ramsés, quando os egípcios dominaram a Palestina e a Síria).

Os egípcios eram governados pelo FARAÓ: o senhor de uma família importante. Eles realmente acreditavam que o Faraó era um deus, e que merecia toda a adoração de uma divindade mesmo. Mas o Faraó tinha ajuda de uma galera pra governar: o VIZIR (que era tipo a polícia da época), o SACERDOTE (que era tipo um padre mesmo) e o ESCRIBA (os caras que sabiam ler e escrever e cuidavam da contagem da população, dos animais e das colheitas).

Quem trabalhava no Egito eram os CAMPONESES, pessoas comuns que trabalhavam e pagavam impostos, além de adorar o Faraó e oferecer presentes a ele. No Egito também havia ESCRAVOS, mas eles não eram muitos. Geralmente eram prisioneiros de guerra ou camponeses endividados mesmo.

Como vocês puderam perceber, no Egito as pessoas eram POLITEÍSTAS, ou seja: acreditavam em vários deus, como o Faraó por exemplo. Os egípcios também acreditavam que havia uma outra vida após a morte. Por isso passavam a vida inteira se preparando para morrer e viver nessa outra 'dimensão'. Quando alguém que tinha 'grana' morria, faziam o maior 'auê': mumificavam a pessoas e guardavam o corpo e suas principais riquezas em tumbas enormes com o formato de pirâmides, para que tudo, o corpo e as riquezas, pudesse ser usado na outra vida. Só pra esclarecer: MUMIFICAR = fazer múmias - pegavam o corpo, secavam os órgãos e enrolavam em faixas para não se decompor. PIRÂMIDES = não eram templos, e sim tumbas, onde guardavam os corpos e as riquezas.

Sabemos tudo isso sobre os egípcios porque eles deixaram alguns registros escritos. Demorou pros pesquisadores conseguirem decifrar os HIEROGLIFOS (como se chama a escrita egípcia), muitos ainda estão sem significado. Mas o importante é saber que a cultura egípcia foi uma das mais importantes da História Antiga, principalmente por causa da sua organização.

Na próxima aula veremos mais um pedacinho da África: a Núbia. Até lá!

16 de abril de 2012

A T E N Ç Ã O G A L E R A ! ! !


Fiquem atentos às datas: cada turma tem um dia para mostrar CADERNO  e APOSTILA, depois dessa data nunca mais!!!

Quem ainda não entregou o TRABALHO DO FILME ainda há tempo: entregue junto com o caderno e a apostila!!!

Tudo o que você precisa ter no CADERNO e na APOSTILA estão no link acima: ATIVIDADES, é só clicar em cima da sua série!!!

Quero ver todo mundo com 10 no boletim!!!


27 de fevereiro de 2012

8º ano - AULA 2: "Colonização e Independência da América Inglesa"

E aí, minha gente! Espero que estejam curtindo o blog... Vamos encarar as revoluções?

Vamos começar falando da América Inglesa, alguém sabe que lugar é esse? No ano passado você deve ter estudado o período em que um pessoal saiu da Europa em direção à América em busca de riquezas e da ampliação do comércio. Por isso essas medidas ficaram conhecidas como Mercantilismo. Bom, muita gente saiu da Europa: Portugueses, Espanhóis, Franceses, Ingleses... Cada um desses caras veio pra um lugar diferente da América. Mas como saber pra cada um veio? É só reparar no idioma: no Brasil, por exemplo, nós falamos português, o que quer dizer que fomos colonizados por portugueses; nos Estados Unidos fala-se o inglês, podemos concluir que eles foram colonizados pelos ingleses. Por isso chamamos essa parte da América de América Inglesa. Resumindo: nesta aula vamos conversar sobre a colonização e independência dos Estados Unidos!

A Inglaterra não era muito rigorosa com suas colônias americanas, até porque muitos ingleses saíram da Europa fugidos, em busca de uma vida melhor. Esse pessoal não queria voltar para a Inglaterra, o tornava a situação complicada: eles não queriam explorar e sim povoar o continente amricano.

Em 1756 aconteceu uma guerra entre a França e a Inglaterra por causa de territórios na América (Estados Unidos). Apesar de ter vencido, a Inglaterra ficou muito endividada, e acabou aumentando os impostos cobrados dos colonos americanos para tentar sair do vermelho. Resultados: a galera que morava aqui na América ficou indignada e começou a reclamar. No começo as reclamações eram formais: cartas, ofícios, manifestações por escrito... Mas a Inglaterra não queria nem saber de negociar com os colonos.

Começaram, então, algumas manifestações mais diretas. Exemplo disso foi o episódio conhecido como "A Festa do Chá de Boston", quando colonos revoltados com as medidas tomadas em relação ao comércio de chá, se disfarçaram de índios e jogaram todo o carregamento de chá dos navios ingleses no mar. Aí o bicho pegou!

A Inglaterra não podia deixar barato, e implantou medidas ainda piores, inclusive colocando o exército inglês na colônia. Não deu outra: no dia 04 de julho de 1776 os colonos escrevam e aprovaram sua Declaração de Independência. Depois de uma guerra violenta (assista o filme 'O Patriota', que mostra esse conflito), a Inglaterra reconheceu a independência e nascia um país chamado Estados Unidos da América.

Na próxima aula veremos como o pessoal do resto da América conseguiu se livrar da exploração do europeus, até lá!

8º ano - AULA 4: "Revolução Inglesa e Revolução Industrial

Uhuuullll, última aula do bimestre galera!!!

Vamos ver agora porque a Inglaterra perdeu os Estados Unidos e passou a colaborar para a independência de alguns países da América. Preparados?

Senta que lá vem História: no final do século XV, a Inglaterra passou por uma guerra (Guerra das Duas Rosas) entre 2 famílias (Lancaster e York) que disputavam o trono. Por isso, o absolutismo inglês teve início com o rei Henrique VII, que tinha laços de parentesco com as duas famílias e recebeu apoio da burguesia. Ele foi o fundador da Dinastia TUDOR. Lembrando: dinastia é quando uma família fica no poder por muito tempo, tipo assim: o filho assume quando o pai morre, sabe?

Então, no reinado de Elizabeth I (1558-1603) o país se desenvolveu muito, principalmente por causa do incentivo à expansão colonial inglesa (inclusive à pirataria). Mas com sua morte, não houve descendentes diretos, e seu primo, Jaime I (que era rei da Escócia) se tornou rei, dando início à dinastia dos STUART.

Ao perceber que o absolutismo não interessava mais, a burguesia e a nobreza rural (gentry) passaram a reclamar. A Inglaterra no século XVII era uma monarquia absolutista - tinha um rei com poder absoluto, mas possuía um parlamento - grupo de políticos que representavam a sociedade. Ou seja: o rei não podia tomar decisões sozinho como na França (veremos a situação da França no 2º bimestre).

O Parlamento era composto por:

- Câmara dos Lordes = clero + nobreza - > que detinham o poder político

- Câmara dos Comuns = nobreza rural (gentry) + pequenos e médios proprietários rurais (yomen) + burguesia – > que detinham o poder econômico

Só quem possuía propriedades poderia fazer parte do parlamento, ou seja: a maior parte da população (camponeses e trabalhadores urbanos) não poderia influenciar nas decisões.

Apesar do Parlamento, o rei tinha bastante poder: ele poderia convocar o parlamento quando quisesse, e também comandava a Igreja Anglicana (lembra da reforma?) e as decisões militares.

Em 1628 os parlamentares aprovaram a PETIÇÃO DE DIREITOS, um documento que não deixava o rei fazer o que quisesse, como cobrar mais impostos por exemplo. Claro que o rei, Carlos I, não concordou e dissolveu o Parlamento, passando a governar com um Conselho Privado, que perseguia os opositores (que acabaram fugindo para a América).

Em 1640, Carlos I foi obrigado a convocar o Parlamento por causa de uma revolta na Escócia (que era dominada pela Inglaterra na época). O Parlamento aproveitou a situação para aprovar uma lei que proibia o rei de dissolver o parlamento. Esses acontecimentos acabaram desencadeando a revolução.

A Revolução Inglesa pode ser dividida em 4 fases:

1ª FASE – Guerra Civil (1642-1648)

Irritado com a oposição parlamentar, Carlos I mandou sua guarda invadir a sede do parlamento e prender seus principais líderes. A galera organizou tropas para lutar contra as forças do rei. Teve início, então, a guerra civil (quando pessoas do mesmo país estão em conflito). De um lado estava o rei, a nobreza e o clero. Do outro estava a burguesia, aquea galera da Câmara dos Comuns, e é claro: os camponeses. Esse pessoal era liderado por um cara chamado Oliver Cromwel, que organizou o New Model Army (Novo Modelo de Exército): quem quisesse participar do exército podia, na boa. Ele acabou com aquele neócio de ter que ser bem nascido e não sei mais o quê. Claro que os combatentes ficaram se achando, e apoiavam ainda mais o cara.

E vocês acreditam que esse pessoal conseguiu vencer as tropas do rei? Pois é, o rei Carlos I foi preso e condenado à morte, sendo decapitado em 30 de janeiro de 1649.

2ª FASE – Regime republicano (1649-1659)

Após esmagar as oposições, Oliver Cromwell instalou na Inglaterra o regime republicano, comandando o país de 1649 a 1658. A república ditatorial de Cromwell ficou conhecida como protetorado (de proteger mesmo).

Segue aí o que esse cara fez:

• Formação da Comunidade Britânica (1651) – Inglaterra, Irlanda, Escócia e País de Gales foram unificados numa só república (chamada de Comunidade Britânica), sob o comando de Cromwell;

• Decreto do Ato de Navegação (1651) – Por esse decreto, Cromwell determinou que todas as mercadorias importadas ou exportadas pela Inglaterra deveriam ser transportadas por navios ingleses. Seu objetivo era favorecer o desenvolvimento da marinha inglesa e dominar o transporte marítimo mundial;

• Guerra contra os holandeses (1652-1654) – O Ato de Navegação acarretou muito prejuízos aos holandeses, que obtinham grande lucro com o transporte marítimo de produtos coloniais para a Inglaterra. Os holandeses declararam guerra contra os ingleses, mas foram derrotados. A Inglaterra tornou-se, então, a maior potência naval do mundo;

• Estabelecimento do título de Lorde Protetor (1653) – Oliver Cromwell assumiu o título de Lorde Protetor da Comunidade Britânica. Seu cargo tornou-se vitalício (até ele morrer) e hereditário (que passa de pai pra filho).

Após a morte de Cromwell (1658), seu filho, Ricardo, assumiu o poder, dando continuidade ao governo republicano.

3ª FASE – Restauração Monárquica (1660-1688)

Após a morte de Oliver Cromwell, seu filho Ricardo assumiu o poder. Mas Ricardo não tinha a mesma habilidade política e administrativa de seu pai. Manteve-se no poder por apenas oito meses, sendo deposto pelos principais chefes militares.

A agitação política voltou a tomar conta do país. O parlamento decidiu, então, restaurar a dinastia dos Stuart, convidando Carlos II para assumir o trono britânico. O rei, entretanto, deveria governar sob o domínio político do parlamento.

O período da restauração monárquica dos Stuart estendeu-se pelos reinados de Carlos II (1660-1685) e de seu irmão Jaime II (1685-1688). Mas o Jaime II era fogo: tentou restabelecer o absolutismo, vocês acreditam? Queria mandar sozinho! Com isso, novos conflitos surgiram...

4ª FASE – Revolução Gloriosa (1688-1689)

Com medo da volta do absolutismo, a maioria do parlamento decidiu tirar o poder do rei Jaime II. Para isso, estabeleceu um acordo com o príncipe holandês Guilherme de Orange (casado com Maria Stuart, filha de Jaime II), que assumiria o trono inglês com a condição de que respeitasse os poderes do parlamento.

A luta entre as forças de Guilherme de Orange e as tropas de Jaime II ficou conhecida como Revolução Gloriosa (1688-1689), quem ganhou foi o Orange.

Com o título de Guilherme III, Orange assumiu o trono britânico. Teve que assinar a Declaração de Direitos, e não poderia governar sozinho. Após a Revolução Gloriosa, instalou-se a monarquia parlamentar na Inglaterra. Resumindo: na Inglaterra “o rei reina mas não governa”.

Despois de tanta confusão, a Inglaterra começou a organizar suas economias. Tinha gastado uma grana com esse monte de guerra e precisava recuperar o prejuízo. Para isso, começou a investir no comércio. E o que um comerciante precisa para lucrar? Vender mais! E como vender mais? Fabricando mais! As pessoas começaram, então, a pensar em alternativas para conseguir produzir mais. Essas alternativas ficaram conhecidas como REVOLUÇÃO INDUSTRIAL.

Por exemplo: eles perceberam que dava pra fabricar um alfinete muito mais rápido se cada um fizesse sua parte. Um só afiasse a ponta, outro só embruhasse, e assim por diante. As pessoas começaram a se encontrar para fabricar (porque antes cada um fabricava na sua casa). Esse lugares onde eles se encontravam para fabricar passaram a ser chamados de FÁBRICAS.

O problema é que os donos das fábricas querim cada vez mais lucros. E os trabalhadores estavam sendo muito explorados por causa disso. Começou, então, um conflito entre os empresários (donos das fábricas) e os operários (trabalhadores das fábricas). Um filme que mostra isso chama-se "Os Miseráveis", quem puder assiste aí...

Apesar dessa exploração, muitas coisas se desenvolveram pra mlhor.

- Transportes: precisavam vender mais e pra isso tinham que entregar as mercadorias

- Comunicação: precisavam anunciar os produtos, fazer propaganda

- Invenções: precisavam aumentar a produção, e assim inventavam máquinas que faziam o trabalho do ser humano de um jeito mais rápido

Podemos dizer que a Revolução Industrial teve 3 fases importantes:

1ª) onde: Inglaterra / quando: 1760-1860 / O quê: ferro; tecidos (tear); carvão

2ª) onde: Europa Central e Oriental / quando: 1860-1900 / O quê: aço; transportes e comunicação; energia elétrica e petróleo

3ª) onde: mundo todo / quando: século XX / O quê: informática; genética; internet

Demais, né! Por isso que a Inglaterra queria a independência da América: não adiantava nada eles aumentarem a produção e não terem pra quem vender, não é mesmo? Então, com os países independentes, a Inglaterra passou a ser a maior potência do mundo. Quem não ficou muito contente com isso foi a França, mas isso é uma outra história que nós vamos estudar no 2º bimestre. Espero vocês!!!

22 de fevereiro de 2012

6º ano - AULA 4: "Registros Escritos"

E aí, minha gente: última aula do bimestre hein...

Como vimos na aula passada, a necessidade de organização fez com que a escrita se desenvolvesse por volta do ano 4.000 a.C., mas é claro que antigamente a escrita não era como hoje.

Pra começo de conversa, escrita não significa alfabeto e sim representar idéias por sinais. Isso quer dizer que esses sinais não precisam ser letras. Eles podem ser desenhos ou símbolos, desde que tenham algum significado. Olha como as palavras se parecem: símbolo, signo, sinal, significado... Tudo quer dizer representação, ou seja, apresentar algo novamente e de um jeito novo. O jeito novo nesse caso é a escrita, porque antes a comunicação só se fazia ela fala.

Além da diferença em relação aos símbolos, no princípio a escrita não era feita em papel, como hoje. Até porque, esse papel que usamos hoje é uma invenção recente. Mas eles escreviam sobre o que então? Isso variava de acordo com o povo e com o lugar onde viviam. Seguem alguns exemplos: seda, bambu, cascas de árvore, algodão, folhas, tábuas de barro, peles de animais e até ossos.

Esses materiais são chamados de Suportes da Escrita, porque servem se superfície para os registros. Entre esses suportes, os mais famosos foram o papiro e o pergaminho. O Papiro era feito de tiras cortadas das hastes de uma planta aquática. Já o Pergaminho era a pele de um animal, como o cordeiro.

Com o tempo, a escrita começou a ser usada por muitas pessoas, e começou a ficar dificil explicar os símbolos o tempo todo. Por isso algumas regiões começaram a usar os mesmos símbolos para não se confundir. Surgia o alfabeto. Se você reparar, o alfabeto é um conjunto de símbolos, e quando você lê ou escreve é como se fosse estivesse decifrando um código. O ser humano é muito criativo, não mesmo?

Mas atenção: muito antes da escrita os seres humanos já registravam sua história. Porém esses registros não serviam para uma organização, e sim para mostrar algo do cotidiano. Podemos chamar isso de arte: toda vez que demonstramos o que pensamos ou o que sentimos através de desenhos, músicas ou gestos chamamos isso de manifestação artística.

No próximo bimestre conversaremos sobre as primeiras civilizações da humanidade: como viviam, como se organizavam, e o que existe nos dias de hoje que foi inventado por elas. Espero vocês!